Diferentemente de Bolsonaro, Lula demonstra ter bom trânsito com líderes mundiais

Durante a reunião do G20, em Roma, atual chefe do Executivo brasileiro ficou visivelmente isolado

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Ex-presidente e atual pré-candidato das eleições presidenciais 2022, a cena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo recebido com honras pelo presidente da França, Emmanuel Macron, correu o Brasil e foi o ponto alto de uma viagem programada para causar exatamente o efeito que teve: lembrar ao eleitor brasileiro o bom trânsito que o ex-presidente teve e continua tendo no exterior.

Lula volta no sábado ao Brasil depois de uma semana de viagem a Europa em que, além de Macron, encontrou o provável próximo chanceler alemão, Olaf Scholz, o chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, foi recebido e aplaudido no Parlamento Europeu, almoçou com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, participou de debates e seminários e recebeu um prêmio, o Coragem Política, concedido pela revista francesa Política Internacional.

De acordo com matéria do Terra, copilada das principais publicações do mundo na área, a Política Internacional tem 40 anos e, nesse período, só concedeu esse prêmio quatro vezes. Na platéia do ex-presidente estavam François Hollande e Nicolas Sarkozy, ex-presidentes franceses contemporâneos de Lula presidente.

O encontro do ex-presidente com Macron, segundo o porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, tratou de temas considerados "absolutamente essenciais": a economia depois da covid-19, o desmatamento, questões ambientais e climáticas --assuntos que levaram praticamente a uma crise diplomática entre Macron e o governo do presidente Jair Bolsonaro.

O encontro, previsto para ser de meia hora, durou mais de uma e, de acordo com o porta-voz, Macron considerou "pertinente" conversar com Lula sobre esses temas. Na mídia francesa, o péssimo relacionamento de Macron com Bolsonaro e o tratamento a Lula, considerado de "chefe de Estado em exercício", foi destacado.

Na Espanha, nesta sexta, o encontro com Lula foi destacado no Twitter por Pedro Sánchez. Os assuntos, segundo ele, foram aqueles que poderiam ser conversados com um presidente em exercício: a pandemia, a recuperação econômica, as mudanças climáticas.

Em um momento em que o Brasil se vê acuado com a pressão internacional sobre o aumento do desmatamento da Amazônia --essa semana, a Comissão Europeia propôs banir a importação de soja e carne sob risco de ligação com problemas ambientais-- o tema esteve no centro das conversas de Lula na Europa. Assim como os riscos dos avanços da extrema-direita pelo mundo.

Em entrevista em Paris, Lula negou que esteja buscando apoio internacional para sua candidatura à Presidência em 2022, mas deixou claro que sua intenção é recuperar a confiança no Brasil.

"Estou viajando para dizer ao mundo que o que o Brasil tem de melhor é o povo brasileiro. O Brasil não se resume ao atual governante. O Brasil é infinitamente melhor do que o atual governo", disse. "Essa é a razão da minha viagem, recuperar a confiança no Brasil."

 

Fonte:Terra

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